quarta-feira, 14 de abril de 2010

Celebrando a amizade

POis então, Mais uma de tantas conversas entre amigas, talvez muito filosófica, mas sempre foi assim, não é mesmo, Camila?! Talvez parte do que somos e acreditamos venha de tantos devaneios, de tantas madrugadas em que driblamos o sono para "partilhar". E no dia seguinte, ficávamos um caco. O que dizer do nosso grupo ultra - secreto " Pacionantes", do nosso jeitinho de brincar de pique - esconde "no mêmo lugar", dos meus terrores noturnos e meu medo do seu banana de pijama (você adorava me ver no desepero né?!).
Acredito que nossas profissões foram definidas na infância, coisa do tipo "Maktub" estava  escrito mesmo.
Deve ser por tantas vezes em que  transformamos a planta arbustiva do seu quintal em oráculo e pelas horas em que passamos fazendo perguntas de sim ou não, acreditando que a força do vento- que fazia com que a mesma se movimentasse, nos traria a resposta.
Ou pelas longas trilhas em Piedade, descobrindo plantações escondidas (para nós apenas, rs ), pequenas fontes, riachinhos ou o bom e velho "corguinho" mesmo.
Não acredito que você gosta de campo, porque MEU DEUS, como você era fresca! Queria ter o poder de tansformar em imagens a lembrança que tenho de você de saia e bota de camurça no mato. Bota que aliás JAZ em Piedade mesmo. rs
Muitas histórias, poucas palavras...
Muito amor e muitas lembranças...

" Um pouco do que eu imaginava mesmo
Digo imaginava porque por mais que a gente passe exatamente por uma mesma experiência, o elemento personalidade, faz com que a sensação, o sentimento, seja completamente ímpar.
Personalidade? De onde vem? Não creio que seja genético.
Não acho que somos os mesmos e vivemos com os nossos pais...claro que somos comno somos por contribuição de muito deles em nossa criação, em alguns de nossos valores - os primordiais, pelo menos... no fim a gente acaba sendo uma mescla de tantas coisas... é dificil saber de onde vem o que, na verdade acho que é impossível." Camila Louise

1 comentários:

Camila Louise disse...

Fresca eu?! Na verdade eu apenas não sabia como combinar os elementos que tinha... assim como não sabia - e não entendia - naquela época o quanto aquilo tudo era pleno de vida e liberdade verdadeira. Que quando a gente deixava um chinelo atolado na lama do corrégo - depois de cair da pinguela improvisada, arriscando perder um dente ou ganhar alguns cortes a arranhões - era só um reflexo do nosso espírito explorador de criança curiosa... o mais incrível é que quando esses momentos que eternizamos na memória acontecem, no momento, a gente nem se dá conta disso... tenho pensado que aí está o segredo de uma amizade tão pura, sincera e duradoura como a nossa: não mensurar os momentos, assim a gente não os limita ao tempo... eles são mais plenos quando os vivemos simplesmente... e nisso a gente sempre foi expert! Te amo.